Mais comum do que um trocador de ônibus cochilar [trabalhando] nos coletivos de São Paulo é o modismo de se falar em “psicológico” dos atletas de alto rendimento.
Já viu aquela equipe com excelentes jogadores ir mal em um campeonato? É uma coisa bastante comum, principalmente no futebol. Pode-se dizer que o time do Internacional era o mesmo antes e depois da Copa do Mundo. Porém, o psicológico dos jogadores era “ruim” antes da Copa e ficou “bom” depois que o técnico Celso Roth assumiu a equipe. Mas, poxa, por que raios isso acontece [sei lá, acredito que seja frescura]?
Não é que esteja fazendo uma campanha contra a frescura aqui, mas acho isso tudo uma baita duma frescura. É frescura aqui, é frescura acolá. Se o técnico de futebol, apesar de ganhar centenas de milhares de reais por mês, tem as suas convicções, que ele tenha, portanto, as suas convicções e pronto! Pra que essa frescura de “complô” contra técnico? Por que jogador de futebol não aceita ser reserva? Tem horas que questiono se, de fato, os jogadores deveriam ter essa “frescura” toda. Modificar as regras do futebol? Será que se as substituições dos jogadores ficarem igual ao do basquete o “ego” [ó, que ego] dessa turminha milionária, que se auto-denomina de “elenco”, diminui? Acredito que, se por acaso isso acontecer, o “psicológico” do grupo fica bem melhor.
Às vezes penso como jogador de futebol amador que fui [média de 7 gols por pelada, craque nato!!!!! (5 exclamações)]. Dependendo do time, eu não jogava nada. Ou melhor, não me esforçava para nada, pois os caras com os quais eu jogava não me estimulavam a “correr mais”, sacolé? Tem dessas coisas também. O time pode ser o melhor do mundo, mas se os caras são chatos, ou que você não se identifica com eles, as coisas podem não sair tão bem.
No papel, o São Paulo Futebol Clube tem um timaço. Na prática, tá mal no campeonato, apesar de ter feito duas boas partidas [contra o Vasco e Fluminense]. Será que é frescura? Será que Fernandão fica puto quando Jean erra uma chance clara de gol? Será que realmente Cléber Santana se identifica com o time do SPFC ou tem noção da importância de se vestir aquela camisa?
E o Atlético mineiro? Um time tradicional, porém com poucos títulos importantes na história, agora é comandado por um treinador historicamente vencedor, apesar de “careiro” [ou mecena para os torcedores]. Mesmo sendo “vencedor”, o time está péssimo no Brasileirão 2010. Mas como, hã? Como, no papel, o Atlético tem um time excelente e está tão mal assim no campeonato? A verdade é que até o Kalil [os cruzeirenses fazem no tuíter uma campanha #ficaluxa] caiu na lábia de Vanderlei Luxemburgo, ao trazer jogadores [a maioria cariocas] sem identidade nenhuma com o clube. Será que a distância da torcida de BH afetou “psicologicamente” os jogadores? Às vezes me pergunto, não é frescura tudo isso?
Talvez seja a psicologia da frescura. No fim das contas, provavelmente é isso. Mesmo nesse mundo de milionários, psicologicamente a frescura prevalece.